fonte: Olhar Direto
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O decreto estabelece ainda uma série de medidas que devem ser seguidas, como: distanciamento de 1,5 metros entre as pessoas, uso obrigatório de máscara, aferição de temperatura e utilização de álcool gel 70%. A justificativa para a reabertura utilizada pelo executivo municipal está na redução da taxa de ocupação dos leitos de UTI.
Em entrevista ao site Olhar Direto, o secretário de Turismo do município afirmou que a reabertura é uma forma de dar mais oportunidade para a população 'respirar'. "A população está muito impaciente em casa. Já se passou um ano e meio da pandemia, e a própria população está sedenta em viver a vida e voltar à normalidade", comentou Orcarlino.
Questionado sobre os riscos desta reabertura, já que até esta sexta-feira (2) a capital contava com apenas 15,58% de cobertura vacinal, o secretário reforçou que com a "diminuição da gravidade da doença", é necessário abrir os espaços para o convívio da população.
"O turismo é um dos setores que movimentam a economia da nossa capital, e ele foi bastante afetado. Então temos que tomar esses cuidados também, temos que ter olhos para controlar a pandemia da Covid-19, mas também não deixar de abrir esse convívio para a população, já que a gravidade da doença tem diminuído", disse.
Apesar do otimismo, o secretário garantiu que caso os indicadores da pandemia retornem para um patamar "mais crítico", a decisão pode ser revista, "Está sendo feita uma liberação paulatina em função dos indicadores da pandemia serem favoráveis. Se os indicadores piorarem, a gente volta a rever o que está sendo liberado nesse momento", assegurou o chefe da pasta.
Nesta sexta-feira (2), a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) registrou 455.150 casos confirmados da Covid-19 no estado. O Boletim registrou ainda que o estado atingiu a triste marca de 12.086 óbitos em decorrência do coronavírus. Apenas nas últimas 24 horas foram registradas 36 mortes pela doença em território mato-grossense.
Limitações na fiscalização
Com as medidas de biossegurança estabelecidas no decreto, a fiscalização se de fato elas estão sendo cumpridas é uma das limitações encontradas pela pasta. Segundo Oscarlino, a Prefeitura de Cuiabá não possui corpo técnico suficiente para fiscalizar os pontos turísticos reabertos. "O setor público não tem corpo para fazer todo esse acompanhamento e fiscalização, então fazemos recomendações", comentou.





